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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Depois de disco com rap, banda vai lançar documentário e trabalho Ao Vivo

Depois do disco "Sete Chaves", o NX Zero começou a ter ideias novas. Por que não chamar alguns amigos do rap e lançar um som misturado, nada muito oficial? Mesmo assim, a ideia foi crescendo e ganhando uma forma que eles não imaginavam, com artistas gringos chegando e fazendo participações especiais. Tudo isso acabou resultando no disco “Projeto Paralelo”.

“Era algo que o Gee ia fazer com o Di. Mas daí a gente conseguiu usar músicas do NX mesmo e todo mundo abraçou o projeto, o Rick Bonadio principalmente. Ele sentou com a gente e já, na brincadeira, começou a fazer a 'Só Rezo 0.2' para ver como ficava”, conta o baterista Daniel.

Mesmo assim, quando a coisa começou a ir para frente, não foi difícil reunir tantos nomes do rap, de Marcelo D2 a Smoke, passando por artistas como EMICIDA, Negra Li e muito mais. “Muita coisa foi o Rick que deu a letra, foi um intermediador. Eu acho que ele já estava se preparando para esse disco há uns 15 anos (risos). A gente já gostava de alguns deles, mas o Rick foi vendo quem combinava... Ele também nos mostrou alguns nomes de fora e nós fomos ouvir, buscar referências. O disco do Linkin Park também influenciou muito o Gee, apesar de ser diferente do trabalho que fizemos”, completa Daniel.

Sobre as músicas escolhidas para o álbum, ele explica que cada uma passa por uma fase do hip hop – 'Melhor Parte de Mim' tem uma pegada 2Pac, enquanto 'Inimigo Invisível' traz um instrumental mais pesado. Mesmo assim, o primeiro clipe tirado do disco foi 'Só Rezo 0.2' e o single escolhido para as rádios é 'Onde Estiver'.

“A gente quis meio que mostrar que temos os dois lados. 'Onde Estiver' é uma das mais fortes do trabalho para as rádios, mas queríamos mostrar o outro lado do conceito do disco com o webclipe de 'Só Rezo', que acabou indo para a TV também”, diz.

O que os fãs acharam de tudo isso? O músico conta que, pela primeira vez, fez uma pesquisa no Twitter e 50% das respostas trouxeram coisas diferentes, como “estou assustado” ou “ainda tento entender o projeto”. “Fiquei muito feliz com as respostas, principalmente por sair da rotina. Nem a gente sabia que ia gravar este disco e acho que está dando certo. Me deixa feliz também mostrar para a galera mais música do Brasil, porque não toca na rádio. A gente gravou com EMICIDA e agora tem um pessoal que começou a ouvir, seguir no twitter, essas coisas... Mas é importante dizer que nunca fizemos o trabalho com nenhuma pretensão”, finaliza.

Tem mais novidade vindo por aí

Com o lançamento do disco e muitos shows pelo Brasil, agora a banda se prepara para estrear uma série de webclipes, incluindo dez faixas do "Projeto Paralelo". Junto com os vídeos, os fãs vão conferir também um documentário que narra a ideia desde seu começo até as parcerias irem acontecendo. Mas o pacote só chega no ano que vem.

“Além disso, nosso próximo trabalho vai ser ao vivo, comemorando os 10 anos de banda, em 2011. E o próximo disco de estúdio vai ser definitivamente um álbum de rock, com o melhor de cada um de nossos discos e algumas referências ao 'Projeto Paralelo'. A gente se sente livre para isso, fazer essas misturas. Vai ser um álbum de rock no sentido do que o The Clash fazia, bem livre”, finaliza Daniel.

Fonte: Portal MTV

@NxZeroParaiba

- faclubenxparaiba@hotmail.com


Mesmo com medo de 'assustar os fãs', NX Zero lança disco de rap rock

Grupo pensou em mudar o nome para Nexo Zero ao lançar 'Projeto paralelo'.
Em entrevista ao G1, guitarrista conta que Linkin Park foi a maior referência.


Gravar um disco de rap rock com nada menos do que 25 rappers foi uma decisão que deixou os cinco integrantes do NX Zero apreensivos. Tendo a influência confessa da banda americana Linkin Park, já vista nos palcos com o rapper Jay-Z, o NX Zero tomou gosto pela mistura e lança neste mês o álbum “Projeto paralelo”, que reúne 15 releituras em levada hip hop de canções já lançadas por eles.
“A gente tinha que explicar para a galera que a gente não enlouqueceu. Nossos fãs iriam se assustar. Por isso veio esse nome”, conta o guitarrista Gee Rocha, em entrevista ao G1.

“Linkin Park é uma banda que ouço muito mesmo. Foi uma das bandas que me fez pensar que eu poderia fazer isso com o NX Zero”, reconhece.
A ideia surgiu há quatro anos, fruto das conversas de Gee com o vocalista Di Ferrero. Mas mesmo cheios de entusiasmo, eles sempre souberam que se tratava de uma guinada arriscada na carreira, mais voltada para canções do que se convencionou chamar de emo, um hardcore bem aparado, quase sempre com letras românticas. “Tudo foi bastante discutido”, explica Gee. “Realmente pensamos se mudaríamos o nome da banda, seria Nexo Zero. Mas aí as pessoas iam se confundir ainda mais. Iam pensar que o NX Zero acabou..."


No novo trabalho, o NX muda de gênero, mas não troca de produtor. Rick Bonadio tem em seu currículo Mamonas Assassinas e CPM 22, mas começou no hip hop, sendo a metade mais talentosa da dupla Rick & Nando. O duo chegou a lançar discos no final da década de 80. “Quando falamos sobre essa ideia pra ele, ele pirou. Ele tem muito conhecimento sobre o rap”, atesta.

Para Gee, Bonadio foi peça fundamental. Sem ele, teria sido muito mais difícil, garante, diferenciar o som do que já havia sido feito por Linkin Park, Eminem ou pela dobradinha Aerosmith e Run DMC. “Só o fato de ser brasileiro, já diferencia. Essa parada de misturar funciona muito lá e aqui ainda está começando. Teve a Claudinha [Claudia Leitte gravou com o rapper Travis McCoy], Vanessa da Matta com o Ben Harper.” O NX, porém, preferiu montar seu time de rappers principalmente com brasileiros, como Marcelo D2, Gabriel O pensador, Emicida, Rincon Sapiência, Rappin Hood, Xis e Túlio Dek.
Mas e depois que a banda voltar aos discos de canções inéditas, há chances de o trabalho paralelo vazar para o som do NX Zero? “Com certeza pode”, responde. “Usamos nossos próprios discos como espelho para cada composição nova. Em um próximo disco de estúdio vamos chamar rappers para uma ou outra música. Depois de terminar este CD, comecei a gostar mais de rap: nossos convidados me mostraram muitos sons.”

O novo trabalho não vai dar origem a uma turnê, mas a banda vai separar uma parte do show do álbum “Sete chaves” para o novo disco, com cenário diferente e um set com amostras de “Projeto paralelo”.
“A partir de janeiro vamos levar dois rappers conosco, P.MC e Suave. Aí entram os caras e a gente canta umas quatro ou cinco músicas do disco.”

Fonte: G1

@NxZeroParaiba

- faclubenxparaiba@hotmail.com

Por: http://familianxzeromks.blogspot.com/